sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

3 Hábitos Poderosos para Recuperar sua Autoestima e Transformar sua Rotina

Você já se sentiu exausta, sem motivação e com a sensação de que perdeu o controle sobre a própria vida? 

Essa é a realidade de muitas mulheres que conciliam trabalho, família e inúmeras responsabilidades. Mas existe um caminho possível para mudar essa história — e ele começa com hábitos simples, mas extremamente poderosos.

Por que a Autoestima Cai?

Quando vivemos sobrecarregadas, nosso cérebro entra em modo de sobrevivência. Isso significa mais estresse, mais cortisol e menos energia para cuidar de nós mesmas. Essa rotina desgastante afeta diretamente a autoestima, porque passamos a nos sentir incapazes, desmotivadas e até “fracassadas”.

A boa notícia? A ciência mostra que pequenas mudanças podem reprogramar sua mente e restaurar sua confiança.

Os 3 Hábitos que Mudam Tudo

1. Movimento Diário

Não precisa começar com uma hora de treino. Apenas 5 a 10 minutos de movimento — como caminhar, alongar ou fazer exercícios simples — já liberam endorfinas, hormônios que melhoram o humor e reduzem o estresse.

2. Diálogo Interno Positivo

A forma como você fala consigo mesma molda sua identidade. Frases como “eu consigo”, “eu sou capaz” ativam a neuroplasticidade, criando novas conexões cerebrais que fortalecem a confiança. Experimente começar o dia com uma afirmação positiva.

3. Pausas Conscientes

Reserve 3 minutos para respirar profundamente ou escrever o que está sentindo. Essa prática simples reduz o nível de cortisol e traz clareza mental, evitando decisões impulsivas e aquela sensação de sufocamento.

Comece Agora: Pequenas Ações Geram Grandes Mudanças

Não espere ter tempo ou disposição para dar um passo gigante. Comece pequeno, mas comece hoje. A autoestima é construída na prática diária do autocuidado.

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terça-feira, 22 de julho de 2025

Como o Estresse Rouba Sua Energia e Impede Você de se Cuidar — e Como Virar Esse Jogo

 Você já se sentiu exausta, sem energia e sem motivação para se cuidar? Talvez até tenha prometido começar uma rotina de exercícios ou melhorar a alimentação, mas no final do dia a sensação é de cansaço extremo e de que não consegue fazer nada por você mesma.

Isso não é falta de força de vontade. A ciência mostra que o estresse é um dos maiores inimigos da sua energia e da sua motivação — e hoje você vai entender por quê.

Por que o Estresse é um Inimigo Oculto do Autocuidado?

Quando estamos sob estresse, nosso corpo libera cortisol, o hormônio que prepara você para situações de emergência. Ele aumenta a frequência cardíaca, acelera a respiração e prioriza funções básicas de sobrevivência.

Isso é ótimo quando você precisa reagir rápido — mas quando o estresse é constante, seu corpo e sua mente entram em modo de alerta permanente. Resultado?

  • Fadiga mental: você se sente cansada mesmo sem fazer esforço físico.
  • Baixa motivação: seu cérebro quer economizar energia, evitando novas tarefas.
  • Desejo por conforto imediato: comer algo calórico, rolar redes sociais, adiar tarefas.

O Ciclo do Estresse: Como Ele Sabota Seus Hábitos

O estresse crônico cria um círculo vicioso: você se sente sobrecarregada → procrastina → sente culpa → aumenta o estresse → repete o ciclo.

Isso não é preguiça. É biologia. Seu cérebro está tentando te proteger, mesmo que isso te afaste do que você mais quer: cuidar de si mesma.

Como Virar Esse Jogo: 3 Estratégias Baseadas em Neurociência

Você não precisa mudar tudo de uma vez. Comece com passos simples:

  1. Respire e alongue por 2 minutos: A respiração profunda reduz o cortisol e ativa o sistema nervoso parassimpático, trazendo calma.
  2. Faça pausas restauradoras: Caminhe 5 minutos ao ar livre, exponha-se à luz natural, mova o corpo.
  3. Pequenas vitórias contam: Em vez de prometer 1 hora de treino, comprometa-se com 5 minutos. O movimento gera ação.

Essas práticas simples sinalizam ao seu cérebro que você está segura — e isso devolve energia e clareza mental.

Quando Você Começa, Tudo Começa a Mudar

Não se trata de ser perfeita. Se trata de começar. Cada escolha conta e abre espaço para um novo ciclo: menos estresse, mais energia, mais autocuidado.

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domingo, 1 de junho de 2025

Procrastinação: Como a Neurociência Explica e Ensina a Superar o Hábito de Adiar

Por que mesmo sabendo o que precisamos fazer... ainda adiamos?

Você já se pegou dizendo "depois eu faço" mesmo sabendo que aquela tarefa vai te fazer bem? Seja começar uma atividade física, mudar a alimentação ou simplesmente levantar do sofá... A procrastinação rouba energia, autoestima e sonhos.

Mas a culpa não é sua. Existe uma explicação científica para isso – e ela está no seu cérebro.

A neurociência por trás da procrastinação

Procrastinar é um comportamento de autossabotagem inconsciente gerado pelo conflito entre duas áreas cerebrais:

  • Sistema límbico: nosso cérebro emocional, que busca prazer imediato e foge do desconforto.
  • Córtex pré-frontal: nosso cérebro racional, responsável por planejar, controlar impulsos e tomar decisões com visão de futuro.

Quando uma tarefa parece difícil, incerta ou desconfortável (como mudar de hábito ou iniciar um treino), o sistema límbico assume o controle. Resultado? Você opta por evitar a tarefa, buscando alívio temporário. Isso ativa o “circuito da recompensa” com pequenas doses de dopamina — o mesmo neurotransmissor liberado ao rolar redes sociais ou comer algo doce.

O ciclo vicioso da culpa e da paralisia

Após procrastinar, vem o arrependimento. E com ele, a culpa. Esse sentimento ativa o estresse, que reforça a dominação do sistema límbico, reduzindo ainda mais sua energia mental para agir.

Esse ciclo gera baixa autoestima, sensação de fracasso e crença de que “não tem jeito pra mim”.

Mas tem jeito, sim. E a mudança começa em 5 minutos.

A boa notícia é que a neurociência também mostra como podemos reprogramar esse padrão.

Veja 5 estratégias eficazes para superar a procrastinação:

  1. Regra dos 5 minutos: comprometa-se a iniciar a tarefa por apenas cinco minutos. Isso “dribla” o sistema límbico e ativa o movimento.
  2. Visualização construtiva: imagine-se concluindo a tarefa e sentindo orgulho. Isso ativa as mesmas áreas cerebrais da execução real.
  3. Ambiente sem distrações: reduza estímulos que facilitam o adiamento. Deixe o celular longe.
  4. Divida a tarefa em microetapas: o cérebro ama clareza e odeia complexidade. Quanto mais simples, maior a chance de ação.
  5. Recompensa imediata após o esforço: tome um banho relaxante, escute sua música favorita, celebre a pequena vitória.

Quando você começa, tudo começa a mudar.

Não se trata de força de vontade. Trata-se de estratégia e autocompaixão. Você não é preguiçosa, fraca ou indisciplinada — só precisa de ferramentas certas e acolhimento.

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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Por que você não consegue manter um hábito? A neurociência da mudança real

Você já começou uma nova rotina com toda a empolgação do mundo... e duas semanas depois, desistiu?

Você não está sozinha. Criar um novo hábito é desafiador, mas manter esse hábito ativo, dia após dia, é o verdadeiro ponto de virada. E a explicação para isso não está apenas na sua disciplina, mas no funcionamento do seu cérebro.



O que a neurociência diz sobre hábitos

Hábitos são padrões neurais criados pela repetição. Quando você realiza uma ação constantemente, seu cérebro economiza energia criando uma trilha automática para executá-la.

Mas para que essa trilha seja criada, você precisa passar por uma fase incômoda: o conflito entre o que é automático e o que é novo.

O cérebro busca recompensa rápida. Isso significa que, muitas vezes, ele prefere o prazer imediato (“rolar o feed”) a uma recompensa de longo prazo (“exercitar-se todo dia”).

Por que você desiste no meio do caminho?

  • Porque espera sentir vontade todos os dias (e isso não vai acontecer)

  • Porque começa com metas grandes demais, que seu cérebro interpreta como ameaça

  • Porque não associa o hábito a um gatilho pré-existente

  • Porque não celebra as pequenas conquistas


A neurociência mostra que a repetição, os reforços positivos e a previsibilidade são cruciais para consolidar uma nova conexão neural (Duhigg, 2012; Clear, 2018).

O poder das microações

Não é sobre fazer muito. É sobre fazer com intenção e constância.

Criar um novo hábito é como fortalecer um músculo: você não precisa levantar o peso mais pesado no primeiro dia, mas precisa aparecer.

Microações diárias ativam a neuroplasticidade, que é a capacidade do seu cérebro de mudar e se adaptar. Cada pequena escolha é uma mensagem para o seu sistema nervoso: “isto aqui importa”.

E se você ainda estiver esperando estar pronta?

Pare de esperar motivação. Comece com o que você tem.

A ação precede a confiança. E é o movimento que cria a energia.




Quer mudar? Então escolha uma ação simples e comece HOJE. Não importa o tamanho. Importa a intenção.

Seu cérebro não é seu inimigo. Ele é plástico, treinável e adaptável.

Mas você precisa repetir com paciência e persistência. A constância constrói identidade. E identidade mantém o hábito vivo.

Qual hábito você vai COMEÇAR e manter pelos próximos 30 dias? Escolha um. E lembre-se: o cérebro aprende com a repetição, não com a perfeição.


Referências:

  • Duhigg, C. (2012). O Poder do Hábito. Rio de Janeiro: Objetiva.

  • Clear, J. (2018). Atomic Habits. Avery.

  • Medina, J. (2008). O Cérebro - Manual do Usuário. Artmed.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Corpo cansado, mente acelerada: o que seu estilo de vida está tentando te dizer?

Você sente como se estivesse sempre correndo, mas nunca chegando a lugar nenhum? Seu corpo vive exausto, mesmo depois de dormir? Sua mente está acelerada, mas você não consegue realizar o que se propõe?

Isso não é preguiça, nem falta de força de vontade. É um sinal claro de desequilíbrio entre o que você vive e o que seu corpo precisa.

A ciência mostra que o estresse crônico, a falta de movimento e a hiperatividade mental comprometem o funcionamento dos sistemas cardiovascular, imunológico e neurológico (Sapolsky, 2004). Vivemos em um estado de "alerta constante", e isso tem um custo.

Os sinais que você não pode ignorar:

  • Cansaço físico que não passa com descanso;

  • Irritação frequente e ansiedade sem motivo aparente;

  • Falta de foco e memória fraca;

  • Sensibilidade emocional excessiva;

  • Sensação de estar sempre atrasada.

Esses sintomas são alertas do corpo pedindo pausa, reajuste e presença.

O que seu corpo está tentando te dizer?

O corpo fala, mas nem sempre ouvimos. A tensão muscular, as dores, a exaustão e o não dormir bem... tudo isso é comunicação corporal. A neurociência chama isso de "interocepção": a capacidade de perceber os sinais internos do corpo (Craig, 2002).

Quando ignoramos esses sinais, acionamos um ciclo de autossabotagem: nos cobramos mais, rendemos menos, adoecemos emocionalmente.

Como interromper o ciclo?

  1. Micro pausas conscientes ao longo do dia

    • Três minutos de respiração profunda ou alongamento já reduzem o nível de estresse (Zeidan et al., 2010).

  2. Reeducação do descanso

    • Dormir é essencial, mas descansar também envolve parar, contemplar e se desligar da produtividade (Walker, 2017).

  3. Movimento restaurativo

    • Não precisa ser academia: dança, caminhada, yoga e mobilidade ativam o sistema nervoso parassimpático, promovendo recuperação (van der Kolk, 2014).

  4. Alimentação como apoio emocional

    • O intestino produz mais de 90% da serotonina do corpo. Comer com consciência afeta diretamente o humor (Mayer, 2016).




Seu corpo não é frágil. Ele é inteligente. Ele fala com você o tempo todo.

E se, ao invés de lutar contra ele, você escolhesse escutá-lo?

Talvez a resposta que você procura esteja no silêncio entre um pensamento e outro. No momento em que você se permite respirar.

“Cuidar de si é um ato de coragem em uma cultura que venera a exaustão.”


Referências:

  • Sapolsky, R. M. (2004). Why Zebras Don't Get Ulcers. New York: Holt Paperbacks.

  • Craig, A. D. (2002). How do you feel? Interoception: the sense of the physiological condition of the body. Nature Reviews Neuroscience, 3(8), 655–666.

  • Zeidan, F. et al. (2010). Mindfulness meditation improves cognition: Evidence of brief mental training. Consciousness and Cognition, 19(2), 597–605.

  • Walker, M. (2017). Why We Sleep: Unlocking the Power of Sleep and Dreams. Scribner.

  • van der Kolk, B. (2014). The Body Keeps the Score: Brain, Mind, and Body in the Healing of Trauma. Viking.

  • Mayer, E. A. (2016). The Mind-Gut Connection. Harper Wave.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Você se perdeu de si? Como reencontrar sua essência em meio ao caos.

Em tempos de sobrecarga mental, emocional e digital, perder-se de si mesma não é raro. A correria do dia a dia nos empurra para fora da nossa própria presença. Sentimos cansaço constante, desconexão com o corpo e, principalmente, um vazio existencial que não se preenche com produtividade.

Segundo a neurociência, o excesso de estímulos e a constante sensação de urgência ativam o eixo do estresse crônico (HPA), liberando cortisol em níveis elevados e afetando a memória, o sono, a tomada de decisão e o bem-estar emocional (McEwen, 2006).

A desconexão consigo mesma não é apenas uma sensação subjetiva: é também uma desconexão entre corpo, mente e emoções. Ela se manifesta quando:

  • Seu corpo dá sinais (dores, fadiga, tensão), mas você ignora.

  • Seus pensamentos estão sempre voltados ao futuro ou ao passado, raramente no presente.

  • Suas emoções são reprimidas ou negligenciadas.

A psicologia positiva chama isso de "incongruência" entre o que vivemos e o que sentimos (Seligman, 2011).

Reconectar-se é um processo gentil, e não uma cobrança. Envolve silenciar o mundo de fora e ouvir novamente sua voz interior. Algumas práticas simples, com embasamento científico, podem te guiar:

  1. Respiração consciente (5 minutos diários)

    • Reduz o cortisol e melhora a atenção plena (Kabat-Zinn, 1990).

  2. Movimento leve e prazeroso

    • Caminhar, alongar ou dançar libera dopamina e ativa circuitos de recompensa (Ratey, 2008).

  3. Journaling

    • Escrever sobre o que sente ajuda a reorganizar pensamentos e a nomear emoções (Pennebaker, 1997).

  4. Contato com a natureza

    • Estudos mostram que 20 minutos por dia em ambiente natural reduzem estresse e aumentam o senso de vitalidade (Mayer et al., 2009).

Se você chegou até aqui, talvez esse texto seja o seu primeiro passo de volta. Voltar para si é um ato de coragem em um mundo que insiste em te distrair.

Talvez você não esteja perdida. Talvez você apenas precise lembrar quem você é.

“Não espere o mundo parar para cuidar de si. Comece agora. Com um passo. Com um gesto. Com presença.”


Referências Bibliográficas

  • McEwen, B. S. (2006). Protective and damaging effects of stress mediators: Central role of the brain. Dialogues in Clinical Neuroscience, 8(4), 367–381.

  • Seligman, M. E. P. (2011). Flourish: A Visionary New Understanding of Happiness and Well-being. New York: Free Press.

  • Kabat-Zinn, J. (1990). Full Catastrophe Living: Using the Wisdom of Your Body and Mind to Face Stress, Pain, and Illness. New York: Delta.

  • Ratey, J. J. (2008). Spark: The Revolutionary New Science of Exercise and the Brain. Little, Brown Spark.

  • Pennebaker, J. W. (1997). Opening Up: The Healing Power of Expressing Emotions. New York: Guilford Press.

  • Mayer, F. S., Frantz, C. M., Bruehlman-Senecal, E., & Dolliver, K. (2009). Why is nature beneficial? The role of connectedness to nature. Environment and Behavior, 41(5), 607–643.

 

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segunda-feira, 3 de março de 2025

Neuroplasticidade: Como o Cérebro se Adapta a Novos Hábitos

Nos últimos anos, a neuroplasticidade tem sido um dos conceitos mais estudados e discutidos no campo da neurociência. Ela se refere à capacidade do cérebro de se modificar estrutural e funcionalmente ao longo da vida, influenciado por experiências, aprendizado e mudanças de comportamento (Doidge, 2007). Essa habilidade do cérebro de se adaptar é essencial para a formação de novos hábitos e para a superação de padrões negativos que limitam nosso desenvolvimento.

O que é a Neuroplasticidade?


A neuroplasticidade é a capacidade que os neurônios têm de criar e fortalecer conexões entre si, formando novas redes neurais em resposta a estímulos externos e internos (Pascual-Leone et al., 2005). Durante muito tempo, acreditava-se que o cérebro era uma estrutura fixa, que atingia seu potencial máximo na infância e depois passava por um declínio irreversível. No entanto, pesquisas avançadas demonstraram que ele permanece dinâmico ao longo de toda a vida, permitindo o aprendizado e a reestruturação cognitiva em qualquer idade (Kolb & Gibb, 2011).

Como a Neuroplasticidade Contribui para a Formação de Hábitos?

Cada vez que repetimos uma ação, os circuitos neurais envolvidos nela se fortalecem. Isso acontece por meio do princípio da "Lei de Hebb", que estabelece que "neurônios que disparam juntos, se conectam" (Hebb, 1949). Em outras palavras, quanto mais praticamos um comportamento, mais fácil ele se torna, pois o cérebro otimiza as conexões envolvidas nesse processo. Por outro lado, hábitos antigos podem ser substituídos por novos padrões de conexões neurais, desde que haja constância e reforço positivo (Draganski et al., 2004).


Estratégias para Reprogramar o Cérebro e Criar Novos Hábitos

  1. Repetição Consistente: Para que um novo hábito se torne automático, é essencial repeti-lo regularmente. Estudos sugerem que são necessários, em média, 21 a 66 dias para consolidar um novo padrão comportamental (Lally et al., 2010).

  2. Associação com Recompensas: O cérebro libera dopamina quando experimentamos sensações prazerosas. Vincular um novo hábito a uma recompensa (como um elogio, um pequeno presente ou a satisfação pessoal) aumenta a probabilidade de adesão (Schultz, 2016).

  3. Visualização e Mentalização: Imaginar-se executando o novo hábito de forma bem-sucedida fortalece as conexões neurais associadas, tornando a transição mais natural e menos desafiadora (Guillot & Collet, 2008).

  4. Exposição Contínua: O contato frequente com ambientes e pessoas que reforcem o novo comportamento facilita sua incorporação na rotina (Bandura, 1986).

  5. Controle de Pensamentos Negativos: O cérebro tende a seguir padrões de pensamento preexistentes. Portanto, substituir crenças limitantes por afirmações positivas auxilia na manutenção do novo hábito (Davidson & McEwen, 2012).

O Poder da Mudança Contínua

A neuroplasticidade nos mostra que nunca é tarde para aprender, mudar ou evoluir. Se um comportamento não está nos levando ao resultado desejado, é possível reprogramar nossas conexões neurais por meio da prática intencional e consciente. Quanto mais nos esforçamos para cultivar bons hábitos, mais fortalecemos os circuitos que sustentam essas mudanças, tornando-as parte de quem somos (Merzenich, 2013).

Portanto, ao compreender e aplicar os princípios da neuroplasticidade, podemos potencializar nosso desenvolvimento pessoal e transformar nossas vidas de maneira significativa. A chave está na repetição, na persistência e na crença de que o cérebro é moldável a qualquer momento.

Referências

  • Bandura, A. (1986). Social Foundations of Thought and Action: A Social Cognitive Theory. Prentice-Hall.
  • Davidson, R. J., & McEwen, B. S. (2012). Social influences on neuroplasticity: Stress and interventions to promote well-being. Nature Neuroscience, 15(5), 689-695.
  • Doidge, N. (2007). The Brain That Changes Itself. Viking.
  • Draganski, B., Gaser, C., Busch, V., Schuierer, G., Bogdahn, U., & May, A. (2004). Neuroplasticity: Changes in grey matter induced by training. Nature, 427(6972), 311-312.
  • Guillot, A., & Collet, C. (2008). The neurophysiological foundations of mental and motor imagery. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 32(8), 1102-1112.
  • Hebb, D. O. (1949). The Organization of Behavior: A Neuropsychological Theory. Wiley.
  • Kolb, B., & Gibb, R. (2011). Brain plasticity and behavior in the developing brain. Journal of the Canadian Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 20(4), 265-276.
  • Lally, P., van Jaarsveld, C. H. M., Potts, H. W. W., & Wardle, J. (2010). How are habits formed: Modelling habit formation in the real world. European Journal of Social Psychology, 40(6), 998-1009.
  • Merzenich, M. M. (2013). Soft-Wired: How the New Science of Brain Plasticity Can Change Your Life. Parnassus Publishing.
  • Pascual-Leone, A., Amedi, A., Fregni, F., & Merabet, L. B. (2005). The plastic human brain cortex. Annual Review of Neuroscience, 28, 377-401.
  • Schultz, W. (2016). Dopamine reward prediction error coding. Dialogues in Clinical Neuroscience, 18(1), 23-32.